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Ainda comes mel? Deixa-te disso!

Alô meus amores, como é do conhecimento comum as abelhas são seres de extrema importância para a vida do nosso planeta e por isso eu decidi contar-vos porque é que eu deixei de comer mel.

Uma a cada três refeições feitas por nós seres humanos só é possível graças a estes pequenos seres amarelinhos e fofos. As abelhas são tão importantes para o nosso planeta que se fossem extintas milhares de plantas também o seriam, e consequentemente milhares de humanos. Inclusive o grande Einstein chegou a citar que se as abelhas fossem extintas, o ser humano não tardava a seguir o mesmo caminho.

As abelhinhas são como sabemos responsáveis por cerca de 70% de todas as polanizações, e onde entra o mel nesta conversa? Infelizmente, tal como a indústria da carne, a apicultura adota medidas desumanas para aumentar a lucratividade dos negócios, tais como:

  • O apicultor usa fumaça, com palha por exemplo, para deixar as abelhas atordoadas e intoxicadas e poder assim manusear a colmeia com facilidade. A morte das abelhas não se dá apenas por asfixia devido à fumaça, mas estas também morrem queimadas pelo calor.
  • Os apicultores agrafam as asas da abelha rainha para que ela não possa abandonar sua colmeia, levando consigo muitas das operárias. Sim, isto acontece.
  • As abelhas rainhas são inseminadas artificialmente. O apicultor utiliza seringas com sêmen de zangões decapitados, porque o ato de arrancar a cabeça do zangão e espremer o tórax faz com que eles ejaculem.
  • Na manipulação dos favos muitas abelhas morrem esmagadas. As abelhas são separadas das suas colmeias sendo sacudidas violentamente ou por jatos de ar, o que provoca a perda das suas asas e pernas, provocando-lhes dor e naturalmente a morte.
  • As abelhas também são submetidas à vivissecção e a muitas experiências para aumentar a produção de mel.
  • Em alguns países as abelhas sofrem radiação para fazer com que os ferrões caiam e estas se tornem inofensívas.

As abelhas produzem o seu mel para suprir as suas próprias necessidades e não as nossas. A intervenção do ser humano resulta em fome, sofrimento e morte para elas. Depois de sabermos isto e visto que não precisamos de mel para sobreviver, comer mel torna-se um ato antiético, repugnante e desumano.

Felizmente nos dias que correm existe uma grande diversidade de opções espétaculares para “substituir” o mel e esta é uma razão extra para não baixarmos os braços e nos rendermos ao típico comodismo de continuar a fazer o mesmo. Somos uma geração mais informada, não faz sentido continuarmos a cometer os mesmos erros da anterior.

Xoxo,

Bárbara Tavares.

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